Deus faz tudo para o bem

Mahum era um homem de fé. Seu nome significava “ também” , porque ele dizia freqüentemente, com toda a convicção, ante qualquer fato, por pior que parecesse: “Isto também é para o bem!”.
Uma noite, Mahum teve de viajar para a cidade vizinha. Tinha de cruzar uma floresta e levou consigo o burrico (seu meio de transporte), o galo (seu relógio), e uma lamparina que lhe alumiava o caminho, além de permitir-lhe a leitura das escrituras.
Mas, aparentemente, ele estava com azar: o óleo da lamparina derramou-se e logo se apagou.
O galo ficou mal e morreu. Logo depois foi o burrico.
Mahum viu-se só na floresta, parado, com estranhos ruídos, mas afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem! No dia seguinte prosseguiu viagem e ao chegar na cidade, seus conhecidos o olhavam com espanto, como a um fantasma, e disseram:
Como você está vivo? Ontem à noite soldados romanos foram à floresta matá-lo! Mahum contou o que lhe acontecera e arrematou:
Se minha lamparina não se tivesse apagado, o galo morrido e o burrico também, eu estaria certamente morto, pois a luminosidade da lamparina, o zurro do burrico e o cacarejar do galo me teriam traído!
Bem digo: tudo o que Deus faz é para o bem! Este conto da tradição judaica nos ensina que há duas atitudes para encarar o mundo e as situações: com positividade ou negatividade. Qual a mais vantajosa?
O ânimo sereno, equilibrado, destemeroso, lúcido, pode ver e extrair de tudo, por desfavorável que pareça, algo de bom. Pode-se até afirmar que é de grandes provas que nos advêm grandes conquistas.
A fé e a paciência recompensam os que se conservam firmes em Deus! “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos, 8:28)

FONTE: Revista Espírita Allan Kardec