Público alvo: todas as crianças envolvidas no Projeto RAMoS.

OBJETIVO GERAL

:O objetivo geral que rege as atitudes e os desenvolvimentos das atividades de leitura na Casa da Sopa Francisco de Assis, foi e sempre será para contribuir para uma formação de pensamentos, valores e visão de um mundo crítico, que permitem a essas crianças verem os acontecimentos mundiais, compreendê-los, opinar sobre os mesmos, através de suas dinâmicas que de forma vem a contribuir na sua transformação para o cidadão do bem.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

Levar a criança a identificar e conhecer o livro enquanto o portador de texto;
Fazer compreender a estrutura de um texto;
Levar a criança a conhecer vários tipos de leitura (Silenciosa, Oral, Visual, Leitura de imagens);
Compreender a diferença entre jornal de TV e jornal escrito;
Despertar o imaginário, ouvindo, discutindo, reescrevendo, desenhando ou dramatizando.

JUSTIFICATIVAS

Abrir a biblioteca para essas crianças, não significa simplesmente abrir as portas para elas, mas lhes oferecer um espaço dinâmico, saudável e principalmente um lugar em que elas possam ler, ouvir, opinar e contar histórias.
E aqui ressaltamos que, a principal finalidade do Projeto de Leitura, é de contar histórias, levá-las ao mundo de fantasias e também ao mundo real, para essas crianças que muitas vezes só conhecem o Bairro em que residem ou a Escola ou Creches em que freqüentam.

METODOLOGIA

Situações nas quais o monitor lê para as crianças.
Explicitar sempre os motivos pelas quais quer compartilhar os textos com elas:
Porque tratá-se de uma questão interessante, porque conta uma história atrativa, porque atual, porque é divertida, porque esta bem escrita, porque ajudarão a resolver os problemas ou uma inquietação do grupo.

Comunicar as crianças onde e como encontrou o texto, mostrar-lhes o portador;
Se é um livro fazer a leitura da capa em todos os livros;
Se é um Jornal, fazer o referencial na sessão a qual o texto aparece;
Fazer comparações da mesma notícia em vários Jornais.

Colocar em jogo diante da criança seu próprio comportamento de leitor “expert”:
Mostrar-se interessado, surpreso, emocionado, entusiasmado ou divertido pelo texto escolhido.

Opinar sobre o que leu, trocar seus pontos de vista com os da criança, quer dizer, agir como qualquer leitor.

SITUAÇÕES NAS QUAIS AS CRIANÇAS ESCOLHEM O QUE QUER LÊR.

Condições Gerais

Tem que existir na biblioteca as diversidades textuais “ Jornal, revistas, conta de água, conta de luz, telefone, panfletos, livros de poemas, contos, enciclopédias, etc.”

Deixar a criança escolher um livro que quer ler.

Porque ela já tem um conhecimento sobre o tipo de texto que irá ler e sabem de antemão, que tipo de informações encontrarão.

Os textos selecionados por elas, lhes permitem confiar em suas possibilidades de interpretá-las e fazerem antecipações muito aproximadas.
Fazer antecipações de um determinado livro, para que haja interesse pela leitura.

AVALIAÇÃO

A criança preencherá uma ficha que contém os seguintes dados:


PROJETO: JÁ LI, GOSTEI E RECOMENDO A VOCÊ!

TÍTULO:__________________________________________________________________________
AUTOR:___________________________________________________________________________
SÍNTESE:__________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
Logo após este preenchimento, a criança deixa exposta num mural ao lado da biblioteca. Levando assim o interesse de outras crianças e adultos para o Projeto.

METAS

Conquistar a confiança dessas crianças;
Recuperar sua alta estima;
Formar um leitor assíduo;
Desenvolver as atividades no Projeto, incluindo a pluralidade cultural.

INTERVENÇÃO

Questionamento;
Atendimento individual;
Uso de dicionários.

ATIVIDADES PROPOSTAS

Hora da leitura “individual”;

Leitura compartilhada (feito pelo monitor);
Vídeos;
Dramatização;
Músicas.

MATERIAL

Livros, gibis, revistas, panfletos, folhas de sulfite, lápis de cor, cola, cartolina, tesouras, TV, Vídio, DVD, etc.

HIPOTESE

Fundado há dezesseis anos, o Bairro Jardim Morado do Sol foi formado de maneira a abrigar em sua maioria, pessoas provenientes de fundos de vale da cidade de Presidente Prudente, Estado de São Paulo. A carência do bairro sempre foi visível, entretanto, pouco assistida pelo Poder Público Municipal, a não ser pelo trabalho voluntário desenvolvido pela Casa da Sopa Francisco de Assis. Um dos pressupostos levantados pelo senso comum e bastante examinado e trabalhado no Projeto Literatura Infantil, é o de que a carência econômica gera uma certa carência afetiva. Entretanto, o projeto não tem como fator preponderante à origem sócio-econômica dessas crianças, mas a capacidade de socialização e de aprendizado que uma boa leitura pode propiciar. Pensar em um espaço que ofereça lazer e conhecimento ao mesmo tempo como propõe o presente projeto, é pensar em condições que possibilitem que, crianças de um bairro tão marginalizado conheçam um mundo diferente por meio da leitura da literatura infantil. A hipótese viria de encontro a esse pensamento de forma que, por meio do trabalho de Literatura Infantil em um espaço estruturado para crianças pequenas seja possível trabalhar assuntos de natureza humana relevantes com elas de forma a desenvolver nelas uma visão de mundo mais saudável, ou seja, de que as crianças sejam capazes de desenvolver por meio de estímulos provenientes da leitura de histórias fictícias de seres fantásticos uma consciência mais crítica e autônoma diferentemente da visão de mundo de que possuem seus pais. Assim, de acordo com a hipótese levantada, o real papel da Educação não restringiria exclusivamente ao ato de alfabetizar e/ ou letrar, mas no de reeducar os instintos humanos para a vida em sociedade.

CRONOGRAMA

Aplicação das atividades
Início: 02/03/2008
Término:07/12/2008
DOMINGOS 09:00h as 10:00h

Presidente Prudente, 25 de fevereiro de 2008.

 

___________________________________________
MARIA APDA. CORDEIRO
MONITORA