Sigamos a Paz

Há muita gente que busca a paz, raras pessoas porém tentam seguí-la.
Companheiros existem que desejam a tranquilidade por todos os meios e suspiram por ela, situando-a em diversas posições da vida, contudo, expulsam-na de si mesmos, tão logo lhes confere o Senhor as dádivas solicitadas.
Esse pede a fortuna material, acreditando seja a portadora da paz ambicionada, todavia, com o aparecimento do dinheiro farto, tortura-se em mil problemas, por não saber distribuir, ajudar, administrar e gastar com simplicidade. Outro roga a benção do casamento, ma quando o céu lhe concede, não sabe ser irmão da companheira que o pai lhe confiou, perdendo-se através das exasperações de toda a sorte.
Outro, ainda, reclama títulos especiais de confiança em expressivas tarefas de utilidade pública, mas em se vendo honrado com a popularidade e expectativa de muitos, repele as bençãos do trabalho e recua espavorido. Paz não é indolência do corpo.
É saúde e alegria do espírito. Se é verdade que toda a criatura a busca, a seu modo, é imperioso reconhecer, no entanto, que a paz legítima resulta do equilíbrio entre nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição em que nos encontramos.
Recebido o trabalho que a confiança celeste nos permite efetuar, é imprescindível que saibamos usar a oportunidade em favor de nossa elevação e aprimoramento.
Disse Pedro - "Busque a paz e siga-a." Todavia, não existe tranquilidade real sem Cristo em nós, dentro de qualquer situação em que estejamos situados, e a forma de integração da nossa alma com Jesus é variável: - "Negue cada um a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me."
Sem essa adaptação do nosso esforço de aprendizes humanos ao impulso renovador do Mestre Divino, ao invés de paz, teremos sempre renovada guerra, dentro do coração.